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Santa Casa de Lisboa não será a primeira instituição social no Montepio. Já há pelo menos 20

Luís Barra

Há “um conjunto alargado de entidades do sector social que já hoje detêm participações na CEMG”, garantiu Edmundo Martinho, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Se a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, liderada por Santana Lopes, vier a entrar na Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), esta não será a primeira entidade de economia social com algum tipo de participação naquele banco. Mas será aquela com mais impacto financeiro. Segundo o “Jornal de Negócios” esta terça-feira, existem cerca de duas dezenas de entidades com cariz social – misericórdias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e cooperativas – que já detêm participações na instituição.

Esta informação foi confirmada pelo vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, em entrevista ao matutino. Há “um conjunto alargado de entidades do sector social que já hoje detêm participações na CEMG”, disse, sem especificar a identidade destas instituições.

Pelo que o “Negócios” apurou, a maioria destas entidades subscreveu unidades de participação no CEMG no final de 2013. Dado que nenhuma das misericórdias, IPSS e cooperativas chegou a ter mais de 2% das unidades de participação do Montepio, a sua exposição à instituição não era até agora conhecida.

Destas vinte entidades, as que escolherem manter estes títulos em carteira vão passar a ser acionistas da CEMG logo que a caixa económica passe a ser uma sociedade anónima.