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Pedro Filipe Soares: “Teremos um outono mais animado do que seria necessário”

Marcos Borga

Ainda não há acordo para o OE para 2018 entre o Governo e o Bloco de Esquerda. Pedro Filipe Soares acusa o executivo de ter medo dos resultados económicos conseguidos

O Governo de António Costa tem “medo” dos resultados económicos dos últimos dois anos e da forma como estes foram conseguidos, aponta Pedro Filipes Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, em entrevista à “TSF” esta terça-feira. “Seria de esperar que depois destes resultados económicos terem demonstrado ser positivos, sólidos e consistentes ao longo do tempo que o Governo acreditasse mais no que está a fazer do que aquilo que acredita, mas esse medo ainda nos tem impedido de chegar a alguns resultados”, disse o bloquista.

Este mesmo “medo” está a embargar qualquer acordo entre o Governo e o Bloco de Esquerda para o Orçamento de Estado para 2018, revelou Pedro Filipes Soares. “Em larga medida, [estes desacordo deve-se] à incapacidade de se chegar a uma análise correta sobre os benefícios que têm a despesa pública e o investimento no Estado, na dinâmica da economia”, disse.

Por outras palavras: o Governo e o Bloco não se conseguem entender no que toca a matérias como as alterações aos escalões de IRS, a integração de precários na Administração Pública e as pensões antecipadas para as longas carreiras contributivas.

O Bloco de Esquerda, que sempre se mostrou disponível (ao contrário do PCP) para fechar estas questões até ao verão, tarda em receber os dados pedidos ao Governo. “A conversa que gostávamos que estivesse acelerada continua a ser adiada nas suas conclusões e, por isso, teremos um outono mais animado do que seria necessário”, disse. Ainda assim, Pedro Filipe Soares lembrou que o BE não estaria neste diálogo se não acreditasse num “bom desfecho”.

Roubo em Tancos

O roubo de armamento de guerra em Tancos não deve ser arma de arremesso político, “não deve servir para o jogo político”, mas também não deve ser algo normalizado, defendeu Pedro Filipe Soares, em entrevista à TSF. Da parte do Governo, “falta uma palavra ao país”, apontou.

“Confiamos que as Forças Armadas que têm os meios de guerra, são capazes de os guardar. É gravíssimo o que aconteceu e ninguém pode normalizar algo que é absolutamente anormal”, disse.