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Luís Montenegro: Costa deve um “pedido de desculpas” ao governo de Passos devido às acusações no caso das offshores

LUÍS FORRA / Lusa

No final de fevereiro deste ano, até surgir a situação dos paraísos fiscais, o principal tema de debate político no Parlamento eram os SMS trocados entre António Domingues e Mário Centeno

Uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças concluiu ser “extremamente improvável” que tenha havido “mão humana” na falha informática que permitiu a saída de dez mil milhões de euros para paraísos fiscais. Mas o nome Paulo Núncio, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, nem do anterior governo de Passos Coelho ficou intocado. Exige-se um pedido de desculpas, diz Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, em entrevista à “TSF” esta segunda-feira.

“O primeiro-Ministro de Portugal não pode fazer insinuações sobre os anteriores titulares e, confrontando-se com uma verdade que o desmente, ficar indiferente. Era a altura de o PM assumir a responsabilidade, dizer que esteve mal, que fez uma insinuação sem fundamento e pedir desculpa”, defende o social-democrata.

Recordemos: no final de fevereiro deste ano, até surgir a situação dos paraísos fiscais, o principal tema de debate político no Parlamento eram os SMS trocados entre António Domingues, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, e Mário Centeno, relativos às condições sobre a sua entrada na instituição. Na época, quando a discrepância nas contas das offshores surgiu, Assunção Cristas chegou mesmo a acusar o Governo daquela ser uma notícia plantada no “Público” para afastar o debate da questão que vinha a ser debatida.

Ainda na mesma entrevista, Luís Montenegro começou a fazer as despedidas do lugar que assume no PSD desde 2011. No início da próxima sessão legislativa, está obrigado a passar o lugar. “Estarei disponível para ajudar a próxima direção, numa circunstância de aproximação ao final da legislatura, para podermos, não só ganhar as eleições mas também reforçar o nosso score eleitoral e conseguir a maioria absoluta para governar o país em tempos de normalidade”, disse.

Questionado se esse caminho deve ser trilhado com Passos Coelho, Luís Montenegro é claro: “No que depender de mim, absolutamente”.