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Banco de Portugal obrigou o Montepio a fazer um aumento de capital de €250 milhões

Luis Barra

A Associação Mutualista Montepio Geral teve de injetar 250 milhões de euros no banco para fazer face aos requisitos de solidez definidos de acordo com as regras da supervisão europeia

O Banco de Portugal exigiu que a banco Montepio fizesse um aumento de capital em 250 milhões de euros para fazer face às exigências de solidez impostas pelo supervisor europeu - BCE -, avança o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira. Mas a instituição liderada por José Félix Morgado não conseguiu esse montante até à data limite - dia 30 de junho, a sexta-feira passada.

Devido a isto, a Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) teve de injetar os 250 milhões de euros em causa no banco para fazer face aos requisitos de solidez definidos de acordo com as regras da supervisão europeia.

Na prática não houve entrada de dinheiro fresco na Caixa Económica Montepio Geral (CEMG): os 250 milhões que permitiram aumentar o capital da instituição já estavam investidos em obrigações de curto prazo da CEMG.A Associação Mutualista “transformou” dívida de curto prazo (obrigações de caixa) em capital da instituição liderada por Félix Morgado.

“Houve uma redução substancial da exposição às obrigações de caixa da caixa económica”, disse fonte da associação mutualista ao “Negócios”.

Em comunicado, António Tomás Correia garantiu ”o Montepio prova a sua solidez, através dos seus próprios meios, sem necessidade de recorrer a ajudas públicas”

Segundo o matutino, com a substituição de 250 milhões de obrigações de caixa por igual valor de capital da CEMG, a associação mutualista já não irá ser reembolsada daquele montante, que passa a estar investido em ações da instituição.