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Ângelo Correia: Tancos “é das questões talvez mais graves que têm acontecido” em Portugal

Luiz Carvalho

O ex-ministro da Administração Interna considera “muito grave” o roubo de armamento na base militar de Tancos e defende que a investigação deve ser alargada a outras entidades nacionais e ao exterior

O antigo ministro da Administração Interna Ângelo Correia considera “muito grave” o roubo de armamento no paiol de Tancos. “É muito grave o que aconteceu, muito grave. É mesmo muito grave e não é possível esconder a questão, porque não se trata de roubar pistolas, pistolas-metralhadoras ou espingardas, como já se verificou noutras circunstâncias (...). Trata-se de granadas, sobretudo”, explicou, em entrevista conjunta ao “Diário de Notícias” e à TSF, publicada este domingo.

O militante do PSD e presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa mostrou ainda a preocupação com a utilização que irá ser dada ao material roubado. “Se estamos na presença de algum gangue internacional ou não (...) com a intenção de vender parte desse equipamento roubado a algumas redes (...) isso é muito negativo e põe em causa o país”, sublinha, referindo que o roubo pode estar relacionado com gangues ligados ao terrorismo, drogas, entre outos.

Para Ângelo Correia, esta “é das questões talvez mais graves que têm acontecido” no país e vai “contribuir negativamente” para a imagem de Portugal no exterior. Como tal, acredita que a investigação deve ser estendida não só “a outras entidades nacionais”, mas também para o exterior. “Porque o problema não é português, ninguém pode pensar isso.”