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Notícias de que entrada da Santa Casa no Montepio estava para breve “eram absolutamente exageradas”, diz Santana

Luis Barra

A EDP não vive à custa de negócios feitos com vários Governos: “É uma grande empresa, vive à custa de um monopólio de muitos anos”, diz o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Todas as notícias nas últimas semanas de que o processo de entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no Montepio estava à beira de ser concluído “não eram manifestamente exageradas, eram absolutamente exageradas”, frisa Santana Lopes, em entrevista ao “Público” e à Rádio Renascença esta quinta-feira.

O provedor da Santa Casa diz ainda que se sente livre para dizer não ao Montepio. Ou seja, não é certo que este negócio venha a concretizar-se. “Não haja dúvida nenhuma. Ninguém me leva para onde eu não quero ir”, garante.

“A EDP não vive à custa de um monopólio de muitos anos”

A EDP não vive à custa de negócios feitos com vários Governos: “É uma grande empresa, vive à custa de um monopólio de muitos anos”, diz Santana Lopes na mesma entrevista.

“A única coisa que quero lembrar é que o Estado era, nessa altura [em 2004], ainda o principal accionista da EDP. E decidia principalmente para si próprio. Depois, privatizou a empresa mais tarde. Há até quem diga que o Estado, ao fazer isso, também estava a enriquecer a empresa para mais tarde a privatizar. Isso são cogitações. Quando o Estado é o principal acionista, qualquer medida para a EDP seria boa para o Estado. Outra coisa são decisões quando o Estado não era o principal accionista. No meu tempo era”, aponta.