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CGD põe €2 milhões de lado para pagar indemnizações a ex-gestores da equipa de Domingues

MIGUEL A. LOPES/ Lusa

Por lei, como Pedro Leitão e Tiago Ravara Marques tinham sido nomeados para um mandato que terminava no final de 2019 mas acabaram afastados sem justa causa, estes gestores têm direito a receber os salários vincendos

A Caixa Geral de Depósitos, liderada desde fevereiro por Paulo Macedo, pôs de lado dois milhões de euros para indemnizar os antigos administradores da equipa de António Domingues que foram dispensados antes do final do mandato, conta o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

Por lei, como Pedro Leitão e Tiago Ravara Marques tinham sido nomeados para um mandato que apenas terminava no final de 2019 mas acabaram por ser afastados sem justa causa, esta dupla de gestores tem direito a receber os salários vincendos. Esta mesma possibilidade também aparece prevista no Código das Sociedades Comerciais.

Devido a esta imposição legal, a Caixa constituiu uma provisão de cerca de dois milhões de euros para fazer face à necessidade de compensar os dois gestores. Contudo, mais de quatro meses depois de terem sido destituídos, as indemnizações financeiras continuam por pagar.

Segundo o “Negócios”, tendo em conta que os administradores executivos da Caixa tinham uma remuneração anual bruta prevista de 337 mil euros para um mandato de quase três anos, cada um destes antigos gestores tem direito a uma compensação de cerca de um milhão de euros.