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Octapharma pagava deslocações e férias da presidente da Comissão Nacional de Hemofilia

SANGUE. Luís Cunha Ribeiro chegou a ser monitor de Lalanda Castro na faculdade de Medicina da Universidade do Porto

NUNO BOTELHO

A empresa de Lalanda e Castro pagava as deslocações de férias à médica que presidia à comissão que era responsável por avaliar os contratos de distribuição de plasma

Manuela Carvalho, presidente da Comissão Nacional de Hemofilia e médica no Hospital de S. João, foi constituída arguida por corrupção passiva da operação O Negativo, processo que tem como principais nomes Lalanda de Castro, presidente da Octapharma e Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM.

Segundo o “Correio da Manhã” esta quarta-feira, Manuela Carvalho, quando se deslocava a Lisboa, às reuniões dos júris de que fazia parte para os concursos de compra de derivados do plasma sanguíneo, em representação do Estado, saía do Porto em viagens de avião que lhe eram oferecidas pela Octapharma – uma das empresas concorrentes.

Para além destas deslocações, a investigação da Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária e do DCIAP terá apurado que a empresa de Lalanda e Castro pagava também as deslocações de férias à médica.

Em contrapartida, a presidente Comissão Nacional de Hemofilia terá ajudado a Octapharma a assegurar, durante anos a fio, o monopólio da empresa no fornecimento dos derivados do plasma aos hospitais públicos.