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BES “mau” tem buraco de €5600 milhões para liquidar

tiago miranda

O BES “mau” ficou com os ativos e passivos considerados tóxicos do antigo Banco Espírito Santo e entrou em liquidação, por ordem do Banco de Portugal, em julho do ano passado

O banco “mau” que surgiu em agosto de 2014, aquando da queda do Banco Espírito Santo, já começou a liquidar os seus ativos no ano passado, mas ainda tem um (grande) problema por resolver: de acordo com as contas da instituição, desfazendo-se de todos os ativos, resta um buraco de cerca de 5600 milhões de euros para saldar, conta o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira.

Este BES “mau”, versão antónima do Novo Banco, ficou com os ativos e passivos considerados tóxicos do antigo BES e entrou em liquidação, por ordem do Banco de Portugal, em julho do ano passado.

Nesse mesmo mês, o valor do ativo do BES mau, líquido já de imparidades, provisões e amortizações, era de 152 milhões de euros, enquanto o passivo rondava os 5750 milhões. Tendo em conta estes números, as contas do banco resultavam numa situação líquida de 5598 milhões de euros negativos.

Estes números constam do processo de liquidação, consultado pelo “Negócios”, que decorre no Tribunal do Comércio da Comarca de Lisboa.

Este passivo deve-se, em particular, à dívida subordinada, que na resolução de 3 de agosto de 2014 não foi transferida para o Novo Banco, e às obrigações seniores que o Banco de Portugal determinou que não pertenciam à instituição financeira presidida por António Ramalho, mas sim ao banco “mau” , no final de 2015.

Para além disso, o BES “mau” também detém posições em filiais problemáticas, como o Brickell Bank, nos EUA, e o Aman Bank, na Líbia.