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Centeno: agências vão mudar rating de Portugal até ao início de 2018

Mário Cruz / Lusa

Em janeiro do próximo ano, nenhum contribuinte vai ter de pagar a sobretaxa de IRS, garante o ministro das Finanças

Dificilmente Mário Centeno podia ter tido uma melhor semana: a indicação da saída do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) chegou, os elogios de Schäuble surpreenderam e o seu nome voltou a estar no meio da discussão para a presidência do Eurogrupo.

Em entrevista à RTP3 na quinta-feira à noite, o ministro das Finanças disse acreditar que até ao final do verão e início do próximo ano Portugal vai ter o seu rating melhorado pelas agências financeiras. “Temos estado em contacto com as agências de rating de forma permanente e quase todas avaliam os fundamentos de crescimento económico e a capacidade produtiva da economia portuguesa num patamar claramente acima do que se vulgarizou chamar de lixo”, disse, justificando esta mudança de percepção com a saída do PDE.

Centeno garantiu também na mesma entrevista que em janeiro do próximo ano nenhum contribuinte português já vai ter de pagar a sobretaxa de IRS. “Em janeiro de 2018 ninguém vai pagar sobretaxa. E em janeiro de 2018 teremos promovido, numa discussão que está em curso e que irá continuar em curso, uma redução da carga fiscal adicional, para um conjunto muito significativo e representativo das famílias portuguesas com rendimentos mais baixos”, sublinhou.

Contudo, não está prevista nenhuma redução do IRC. “Estamos obrigados a um contexto de estabilidade e previsibilidade fiscal e financeira”, disse.

Apesar de existirem várias notícias de que Centeno está a ser sondado para a presidência do Eurogrupo, e o próprio primeiro-ministro já ter sinalizado essa possibilidade esta semana, o ministro das Finanças disse que não há, neste momento, um processo de candidatura de Lisboa para a liderança do Eurogrupo.

“Eu diria que não há um processo de candidatura. Há uma posição de Portugal dentro do Eurogrupo em muitas matérias estruturantes para o funcionamento do Eurogrupo e da União Europeia e é nesse contexto que as conversas existem”, explicou.