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Paulo Macedo: “Nós queremos uma Caixa, não uma Caixinha”

Marcos Borga

Para Paulo Macedo, a Caixa Geral de Depósitos deve sair da “arena política” e não “deve ser utilizada para a política eleitoral autárquica como aconteceu recentemente”, em Almeida

O futuro da Caixa Geral de Depósitos depende do encerramento dos balcões que dão prejuízo e de uma reorganização da instituição. Foram estes os princípios que estiveram na base do encerramento do balcão em Almeida, que gerou muitos protestos da população local.

“Nós queremos uma Caixa, não uma Caixinha”, diz Paulo Macedo, presidente do banco público, em declarações ao jornal online “Eco” esta terça-feira, a propósito dos seus primeiros 100 dias à frente da instituição.

Já foram encerrados 61 balcões da Caixa este ano, mas até 2020, por exigência de Bruxelas, têm de ser 120. Para Macedo, a Caixa deve sair da “arena política” e não “deve ser utilizada para a política eleitoral autárquica como aconteceu recentemente”, numa referência ao que aconteceu em Almeida.

“Há diariamente tentativas de politizar ou trazer a Caixa para o centro do debate político, seja a nível nacional ou local. A Caixa não faz a reestruturação da sua rede por capricho, faz porque a relação com a banca, da maioria das pessoas, mudou. A Caixa compete em igualdade de circunstâncias com os outros bancos e não pode ficar alheada da redução massiva da rede de balcões e da redução de custos pesados de estrutura que os clientes da banca não estão disponíveis para pagar. É algo que está a acontecer na Europa e em Portugal. Nós queremos uma Caixa não uma Caixinha”, explica.

Segundo o atual líder da Caixa, nos seus primeiros 100 dias à frente da instituição a decisão que mais lhe custou tomar foi “a redução do quadro de pessoal, o encerramento de agências e o aumento das comissões”.

Macedo, que já tinha experiência no sector bancário privado através BCP, assumiu ainda “entre gerir um banco de capitais públicos e capitais privados em Portugal existe uma diferença enorme em termos de exposição e ruído”, que “não deve ser confundido com escrutínio e pedidos de informação à gestão”.