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BE e PCP apertam Governo: há medidas do OE2017 que estão a demorar muito a chegar

ANT\303\223NIO COTRIM

Encontro entre Jerónimo de Sousa e António Costa esta semana destinou-se a fazer um “ponto de situação geral dos problemas que o país continua a enfrentar, uma avaliação global e valorização das medidas que foram tomadas no âmbito dos acordos”

Para o PCP e BE, 2017 está a contra-relógio, mas ainda há muito por fazer e não vale apena discutir muito 2018. Estamos em maio e ainda há muitas medidas previstas no Orçamento do Estado para 2017 que ainda não foram implementadas pelo executivo de António Costa, apontam os partidos. O Governo não tinha estabelecido datas-limite para a maioria das medidas, a não ser que seriam executadas “durante o ano de 2017”.

O assunto das promessas por cumprir entre o Governo e os parceiros veio à numa reunião entre Jerónimo de Sousa e António Costa, que ocorreu na quarta-feira, conta o “Público”.

Este encontro destinou-se a fazer um “ponto de situação geral dos problemas que o país continua a enfrentar, uma avaliação global e valorização das medidas que foram tomadas no âmbito dos acordos”, e das questões que devem ter expressão em 2018, disse João Oliveira, líder parlamentar do PCP, ao matutino.

Ainda neste encontro, António Costa foi confrontado com outras medidas que o PCP considera que precisam de resposta a curto ou médio prazo. Exemplo disso são as questões laborais e do financiamento da Segurança Social, revelou João Oliveira.

BE, PCP e PEV olham para o OE2017 e vêm ainda muito por concretizar nas listas de medidas que cada um conseguiu fazer aprovar. O matutino conta que os comunistas ainda esperam pela implementação de dias para a abertura gratuita dos museus aos domingos e feriados de manhã, pela redução do preço do gás de botija, pela reposição do pagamento do trabalho extraordinário no Estado e a aplicação da contratação colectiva em empresas públicas como a Transtejo e a Soflusa. Mais: a substituição da subcontratação de trabalhadores da saúde por contratação directa, a integração de médicos internos na especialidade, a contratação de assistentes para as escolas ou o descongelamento das carreiras na função pública.

Já o Bloco de Esquerda, espera pela entrada em vigor do novo regime contributivo dos recibos verdes, a tarifa social da água aos beneficiários da de electricidade e o recrutamento excepcional de enfermeiros, que ainda vai em fase de concurso.