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Roque da Cunha: “Pensei que o ministro da Saúde tivesse uma capacidade e uma força política maior junto do Ministério das Finanças”

ANDRE KOSTERS / LUSA

Adalberto Campos Fernandes terá pensado que “as circunstâncias de anestesia que o país atravessa faria com que os médicos não fizessem greve”, aponta Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos

Adalberto Campos Fernandes, o ministro da Saúde, disse, na semana passada, que compreendia as reivindicações dos médicos, a quando da greve de dois dias que paralisou serviços hospitalares por todo o país. Mas o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, esperava mais da sua ação. Mais política, mais margem de manobra para conseguir meios para a sua tutela.

Em entrevista à “Antena 1” esta quinta-feira, Roque da Cunha confessa-se “desapontado com o ministro da Saúde” porque apesar do “chá e simpatia e conhecimento profundo do sector”, pensou que este “tivesse uma capacidade e uma força política maior junto do Primeiro-Ministro e do ministro das Finanças”.

Para Roque da Cunha, talvez Adalberto Campos tenha “alguma dificuldade de negociação com o ministro das Finanças”, mas não se quis alongar nesse argumento, pois “não quer fragilizar o ministro”.

Quanto à greve da semana passada, o líder sindical diz que Adalberto Campos Fernandes terá pensado que “as circunstâncias de anestesia que o país atravessa faria com que os médicos não fizessem greve”.

Após a reunião entre os dois, Adalberto Campos terá garantido que as principais exigências do sindicato para o Serviço Nacional de Saúde seriam implementadas até ao final da legislatura.

Mesmo assim, Roque da Cunha disse à “Antena 1” não garantir que “não haja nova greve” dos médicos ainda nesta legislatura.