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Banco de Portugal: irregularidades dos bancos nos créditos ao consumo duplicaram em 2016

Marcos Borga

O Banco de Portugal justifica o aumento no número de recomendações e de ordens para corrigir irregularidades com a “prioridade” dada às ações de inspeção ao crédito ao consumo no ano passado

Mais fiscalização, mais irregularidades. Em 2016, o Banco de Portugal (BdP) reforçou as medidas de fiscalização ao crédito ao consumo e os resultados estão à vista: foram feitas 755 recomendações e determinações específicas sobre este método de financiamento às instituições da banca, conta o “Público” esta quarta-feira.

Por comparação, em 2015 o supervisor só tinha feito 310 recomendações – ou seja, de um ano para o outro o número de falhas detetadas mais do que duplicou. O BdP justifica, no relatório de supervisão comportamental de 2016, o aumento no número de recomendações e de ordens para corrigir irregularidades com a “prioridade” dada às acções de inspecção ao crédito ao consumo.

Mais de metade das irregularidades detetadas em 2016 eram relativas a falhas de informação contratual (375), envolvendo 55 instituições financeiras. Para além disso, foram detetadas ainda falhas no regime dos juros de mora (125), nas taxas de juro máximas (84) e na informação pré-contratual (35).

A instituição liderada por Carlos Costa sublinha no relatório de supervisão comportamental de 2016 que o acesso ao crédito ao consumo está facilitado e nem sempre são respeitados critérios de prudência, uma vez que há muitos clientes a pedir novos cartões de crédito para pagar saldos de outros ou de descobertos nas contas à ordem.