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Rangel e o Papa: “Não teria ficado mal a Marcelo e Costa menos omnipresença”

Marcos Borga

Católico assumido, Paulo Rangel não ficou chocado com o acompanhamento que o Estado laico dedicou a Francisco. Com um ponto de interrogação: “A atitude complacente teria sido a mesma com Cavaco ou Passos?”

"Não teria ficado mal ao Presidente da República ou ao primeiro-ministro terem sido um tanto mais parcimoniosos e menos omnipresentes", afirma Paulo Rangel, no seu artigo semanal no "Público". Embora sem ter ficado chocado, o eurodeputado "apenas" se pergunta "se diante de uma visita que não era de Estado, a atitude complacente de tantos opinadores de serviço seria a mesma se o Presidente fosse Cavaco Silva e o primeiro-ministro fosse Passos Coelho".

Católico assumido, Rangel diz que, genericamente, não ficou chocado com o acompanhamento que as autoridades portuguesas fizeram desta peregrinação papal. Lembra que "a laicidade pública não implica hostilidade ou indiferença" e, por isso, diz não ter visto "aqui qualquer problema".

Rangel não omite, no entanto, um reparo ao facto de, quer Marcelo Rebelo de Sousa, como ele católico assumido, quer António Costa, assumidamente ateu, terem sido presença bem visível nas cerimónias religiosas do passado fim de semana.