Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Maria Luís Albuquerque: números do crescimento podem criar “uma falsa sensação de que não é preciso fazer mais nada”

Tiago Miranda

Ex-ministra das Finanças não se afasta da narrativa oficial do PSD: os bons resultados são consequência da “boa conjuntura internacional” e da “boa herança” do Governo de Passos Coelho

Os números do crescimento – 2,8% – da economia portuguesa para o primeiro trimestre de 2017 são ao mesmo tempo “positivos” e “preocupantes”, diz Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças social-democrata, em declarações ao “Público” esta terça-feira.

“Genuinamente é a nossa convicção: ficamos satisfeitos com os números positivos e com os motores do crescimento, mas o receio é que eles possam levar a uma falsa sensação de que não é preciso fazer mais nada”, explica a ex-governante.

Apesar deste comentário, Maria Luís Albuquerque não se afasta da narrativa oficial do PSD: estes resultados são consequência da “boa conjuntura internacional” e da “boa herança” do Governo de Passos Coelho. Ou seja, o mérito não está nas políticas de António Costa e de Mário Centeno.

“O que nos preocupa é que estes números resultam de uma boa conjuntura e de uma boa herança”, diz.

Ao lado da ex-ministra das Finanças, surge ainda a voz do ex-ministro Miguel Poiares Maduro. Para este, Passos Coelho está a “pagar o custo” de ter sido “honesto” na gestão de expectativas.

“Pedro Passos Coelho paga um custo porque devia ter colocado as expectativas em cima, já que o país estava a recuperar. Foi honesto e tentou alertar para os riscos de sustentabilidade do crescimento”, diz ao matutino.