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Álvaro Almeida: “Tudo o que Rui Moreira disse que ia fazer em 2013 não fez nada”

Rui Duarte Silva

Como modelo de governação para o futuro, Álvaro Almeida diz focar-se em Rui Rio. “O Porto no consulado de Rui Rio teve uma evolução muito positiva, cujo legado queremos continuar. Agora, o Porto de hoje não é o que era em 2001, quando Rui Rio começou”, disse.

A não ser na gestão do dossier TAP, Rui Moreira teve uma passagem ineficaz pela liderança da autarquia do Porto, diz Álvaro Almeida, candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto, em entrevista ao “Público” esta segunda-feira.

Durante a campanha em 2013, Moreira estabeleceu como prioridade a remodelação da zona Oriental do Porto (Campanhã), mas até ao final do mandato cumpriu. “Eu sei que no manifesto dele, das 22 promessas, três ou quatro eram para Campanhã: era o interface rodoviário, era o pólo logístico… Não fez nenhum. Anunciou uma série de coisas. Coisas concretas? Nada em quatro anos. Aliás, Rui Moreira vai ter uma campanha barata, porque, se quiser fazer um programa, é só mudar a data do de 2013. De tudo o que disse que ia fazer não fez nada. É pegar nas mesmas coisas e dizer que as vai fazer agora. Se me pergunta: 'Concorda que é preciso apostar em Campanhã?' Concordo. A diferença é que eu vou desenvolver Campanhã e ele promete desenvolver. Esteve lá quatro anos e continua a prometer”, acusa o candidato social-democrata.

Quanto ao “divórcio” do PS da candidatura de Rui Moreira, Álvaro Almeida disse não ver aí uma janela de oportunidade. “Não muda nada de fundamental. Nós estávamos contra uma candidatura de continuidade e agora vamos estar contra duas candidaturas de continuidade”, disse.

Como modelo de governação para o futuro, Álvaro Almeida prefere focar-se noutro Rui: Rui Rio. “O Porto no consulado de Rui Rio teve uma evolução muito positiva, cujo legado queremos continuar. Agora, o Porto de hoje não é o que era em 2001, quando Rui Rio começou. O que temos de fazer agora não é o que ele fez. Mas o que ele fez foi muito bom para o Porto”, disse.

Tal como o atual presidente do Porto, Álvaro Almeida é um independente que se candidata com o apoio de um partido. Ser independente “não sei se é uma vantagem”, confessa. “É uma característica minha. Candidato-me não por causa disso, mas há uma coisa que é clara: mesmo sendo independente, isso não impediu o PSD de considerar que seria um bom candidato à CMP e isso, na minha opinião, representa uma abertura do PSD à cidade e à sociedade civil que é digna de registo”, disse.

Quase desconhecido ao nível político no Porto, o candidato social-democrata não vê nisso um problema para mobilizar o eleitorado. “Ter um passado relevante em relação às causas do Porto, especificamente, de facto, não tenho. Mas eu sou um cidadão do Porto, nasci no Porto vivi no Porto a maior parte da vinha vida, quero que os meus filhos vivam no Porto – aliás foi por isso que regressei dos EUA, para que eles pudessem crescer no Porto. Portanto, sou alguém como os outros 200 mil portuenses diretamente interessados naquilo que é o futuro da cidade”, disse.