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Metro de Lisboa: Assunção Cristas “usou” ideia de Sócrates em 2009

António Pedro Santos / LUSA

José Sócrates apresentou em 2009 um plano para expansão a rede de metropolitano de Lisboa e a construção de 28 novas estações

Nas vésperas das eleições legislativas de 2009 (que acabaria por vencer, mas só conseguindo formar um Governo minoritário), José Sócrates apresentou um plano para expansão a rede de metropolitano de Lisboa e a construção de 28 novas estações. Mas esta ideia nunca andou para a frente e caiu no esquecimento, devido à situação económica do país, e ao próprio Governo ter caído passado dois anos.

Já esta semana, Assunção Cristas, líder do CDS e candidata à presidência da capital, surpreendeu todos: apresentou um plano de expansão da rede de Metro de Lisboa, apontando a necessidade de serem construídas 20 novas estações. Os planos de Sócrates e o de Assunção Cristas são muito semelhantes, sendo que as principais diferenças estão nas estações que a líder do CDS decidiu deixar de fora da sua proposta, conta o “Diário de Notícias” esta sexta-feira.

De acordo com a comparação do matutino, Cristas “usou” a ideia das estações no prolongamento da Reboleira (Atalaia, Amadora Centro e Hospital), outras três saindo de Odivelas para oeste (Odivelas Centro, Ramada e Bons Dias), outras duas também no prolongamento para norte da Linha Amarela (Codivel e Infantado) e ainda duas a sul, já perto do Tejo (Infante Santo e São Bento).

Estimando-se que a construção de cada estação tivesse um custo médio de cem milhões de euros, o plano da líder do CDS, a ser levado adiante, custaria 2200 milhões de euros. Até ao momento, Assunção Cristas ainda não explicou como seria possível financiar esta iniciativa.

Está marcada para sexta-feira da próxima semana uma conferência de imprensa da líder centrista para falar sobre este tema. Para o mesmo dia está ainda agendado um debate específico sobre a expansão da rede do metropolitano de Lisboa, debate requerido pelo Bloco de Esquerda, na Assembleia Municipal de Lisboa.