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Passos pediu em 2015 ao BdP contributo “um bocadinho maior" das suas provisões, mas Carlos Costa recusou

Para o lider do PSD, o Governo de António Costa anda a querer “rapar o fundo ao tacho” em vez de fazer reformas

Em 2015, o executivo de Passos Coelho pediu ao governador do BdP, Carlos Costa, se esta instituição poderia “dar um contributo um bocadinho maior” das suas provisões para que Portugal ficasse abaixo do défice de 3% e assim sair do Procedimento por Défice Excessivo. Contudo, Carlos Costa recusou essa possibilidade, revelou o líder social-democrata, durante a apresentação do candidato autárquico a Almada, esta quarta-feira à noite.

“O senhor governador na altura disse que não era possível, porque de acordo com as suas matrizes de risco era imprudente ao BdP fazê-lo”, disse, apontando, contudo, que em 2016 o Banco mudou as matrizes e “já não foi imprudente fazê-lo”, permitindo ao Governo socialista ficar com mais dividendos”.

O líder social-democrata sublinhou que o BdP ainda faz cerca de mil milhões de euros de provisões por ano e ironizou: “Há de ser meio ponto percentual do PIB. Isto para pagar a ausência de reformas é capaz de ser uma coisa interessante”.

Para Pedro Passos Coelho, o Governo de António Costa anda a querer “rapar o fundo ao tacho” em vez de fazer reformas. “A conversa é a mesma da Segurança Social, o que é preciso é ir rapar o fundo ao tacho, de forma a que se possa mudar o menos possível e depois fazer de conta que estava tudo bem”, criticou.