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Em seis anos a Carris perdeu 43,3 milhões de viagens

Marcos Borga

Até 2019, a Carris prevê contratar 200 novos motoristas e adquirir 250 novos autocarros (a gás natural ou 100% eléctricos)

A Carris teve de fazer contas e reformular a sua estratégia de serviços: perdeu 43,3 milhões de viagens nos últimos seis anos, conta o “Público” esta quinta-feira. Entre 2010 e 2016, que coincidiu com a passagem da troika por Portugal, os preços das viagens aumentaram, foram suprimidas rotas e os portugueses ficaram mais pobres.

Só em 2012 desapareceram 28 milhões de passageiros na Carris face ao ano anterior - este valor é medido de acordo com o número de bilhetes validados. Enquanto Portugal estava em recessão em 2012 a Carris subiu os preços dos bilhetes em 20% - e voltou a aplicar a mesma medida no ano seguinte.

De acordo com a própria empresa, que agora é gerida pela Câmara Municipal de Lisboa, a subida de preço dos bilhetes é uma das razões para a forte queda do número de passageiros. Na apresentação do plano de actividades para 2017-2019 na quarta-feira, o presidente da empresa, Tiago Farias, e o presidente da câmara, Fernando Medina, deram como mote “inverter o declínio” e “promover a recuperação” da Carris. Segundo os responsáveis, “a recuperação já começou”.

Segundo a Carris, nos primeiros três meses deste ano houve uma subida de 0,7% de passageiros face a igual período do ano passado e foram contratados 30 novos motoristas. “Estes dados comprovam a interrupção de um ciclo brutal de declínio”, disse Fernando Medina.

A meta para este ano será chegar aos 144 milhões de passageiros, ou seja, crescer 2,1%. Até 2019, a empresa prevê ainda contratar 200 novos motoristas e adquirir 250 novos autocarros (a gás natural ou 100% eléctricos).