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Carlos Carreiras: PS perde uma das suas “candidaturas envergonhadas” com retirada de apoio a Rui Moreira

Coordenador autárquico do PSD nega que o partido tenha estado à espera de Isaltino Morais para Oeiras. “Oeiras é sempre um processo mais complexo, a estrutura local precisou de mais tempo. Mas é um assunto encerrado”, garante

Para Carlos Carreiras, coordenador autárquico do PSD, há “muitas coligações obscuras” por todo o país, pequenas geringonças, especialmente entre o PS e o PCP, para as eleições marcadas para 1 de outubro. Segundo ele, com a retirada do apoio a Rui Moreira, o PS perdeu uma das suas “candidaturas envergonhadas”. “Uma barraca destas [no PS] ultrapassa de longe qualquer problemazinho que o PSD tenha tido na condução deste processo autárquico”, atira Carreiras, em entrevista ao “Diário de Notícias” esta terça-feira.

Depois de um processo de escolha de candidatos atribulado, especialmente em Lisboa, Carlos Carreiras assume que nem tudo correu bem na nomeação para a capital. Teresa Leal Coelho foi sempre uma das possibilidades, mas em determinados períodos não era “a mais provável”, confessa.

“Em Lisboa, é claro aquilo que sempre dissemos: havendo a possibilidade de poder candidatar à Câmara alguém que tem um currículo muito forte, que é reconhecido como um dos grandes presidentes que Lisboa teve, o Dr. Santana Lopes, essa expectativa levou-nos a que tudo pudesse ser condicionado à manifestação de vontade do próprio…”, diz agora.

Quando Santana Lopes disse não ao PSD, o processo de escolha de um candidato foi reiniciado. “Depois, misturam-se as próprias idiossincrasias pessoais, nem sempre manifestadas de forma leal …” e houve algumas faltas de “lealdade” dentro do partido.

“Não quero personalizar. Eles sabem bem as lealdades que fizeram e a forma como conduziram o processo. Até porque, neste momento, um dirigente local concelhio ainda mantém esse mesmo estilo. Há muitos interesses, alguns legítimos, outros nem tanto, que também entram neste processo, que tentam criar alguma conflitualidade, em que, para concorrerem a favor dos seus interesses, legítimos ou não, envolvem outras questões. Como se tentou também criar uma vaga que não existe misturando questões de liderança do partido”, refere.

Carlos Carreiras nega ainda na mesma entrevista que o PSD tenha estado à espera de Isaltino Morais para Oeiras. “Oeiras é sempre um processo mais complexo, a estrutura local precisou de mais tempo. Mas é um assunto encerrado”, diz.