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Mariana Mortágua: “Há ainda, e haverá sempre, provavelmente, enormes divergências com o PS”

José Sena Goulão/ Lusa

Deputada do Bloco critica os comentários dos sociais-democratas sobre o encerramento da filial da CGD em Almeida, pois “se o PSD estivesse no Governo faria pior, porque a Caixa seria privatizada”, mas também não está do lado da equipa liderada por Paulo Macedo

Da parte do Bloco de Esquerda “não há apoios cegos” ao PS, apesar do acordo assinado entre as esquerdas já ir avançado, diz Mariana Mortágua, vice-presidente da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda, em entrevista à Antena 1 esta quinta-feira.

A bloquista assume mesmo que “ainda há muito no acordo (assinado entre os dois partidos) para ser cumprido” e que “há ainda, e haverá sempre, provavelmente, enormes divergências com o PS” nas questões laborais e financeiras.

Devido à situação da banca portuguesa – que Marcelo Rebelo de Sousa disse na semana passada já não ser a principal preocupação do país –, Mortágua não afasta a possibilidade de uma nova crise: “Não se sabe de onde mas haverá nova crise financeira, tão certo quanto a economia existir e a Europa não se proteger da próxima crise financeira.”

O balcão da CGD em Almeida

Na entrevista, Mariana Mortágua critica os comentários dos sociais-democratas sobre o encerramento da filial da Caixa Geral de Depósitos em Almeida, pois “se o PSD estivesse no Governo faria pior, porque a Caixa seria privatizada”, mas também não está do lado da equipa liderada por Paulo Macedo.

“É claro que aquele balcão não deve encerrar, se as pessoas pensam que ele é importante naquela comunidade”, acrescenta.

França, à distância

Mariana Mortágua também aborda as eleições presidenciais em França e o facto de o candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda – Jean-Luc Mélenchon –não ter passado à segunda volta.

“Quero que Le Pen perca, e respeito e confio muito em quem já fez o seu voto antifascista (em Mélenchon)”, diz.

Mais folga no Orçamento para 2018

Os bons números da economia portuguesa devem servir para dar maior folga na discussão do Orçamento para 2018, aponta Mariana Mortágua.

Para a bloquista, o aumento faseado do salário mínimo seria fugir ao prometido. “É preciso garantir que esse aumento vem em cada janeiro, em 2018 e 2019, e nem quero ponderar que não seja assim”, acentua.