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Efacec pede estatuto de empresa em reestruturação e pode dispensar 409 trabalhadores

rui duarte silva

Nas medidas de reestruturação a implementar pela Efacec, entre 2017 e 2019, estão “previstas rescisões de contratos de trabalho, por mútuo acordo” – 291 na Efacec Engenharia e Sistemas e 118 na Efacec Energia

No início de 2017, o grupo Efacec, que pertence a Isabel dos Santos, pediu ao Governo o estatuto de “empresas em reestruturação” para dois dos seus “braços” industriais, de forma a facilitar a saída de até 409 trabalhadores, quase um quarto das pessoas que emprega em Portugal, avança o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira.

O gabinete do ministro da economia confirma que a Efacec Energia e a Efacec Engenharia e Sistemas apresentaram, em 9 de Janeiro de 2017, um requerimento para que sejam consideradas empresas em reestruturação, em resposta a uma pergunta endereçada pelo PCP.

Nas medidas de reestruturação a implementar pela Efacec, entre 2017 e 2019, estão “previstas rescisões de contratos de trabalho, por mútuo acordo” – 291 na Efacec Engenharia e Sistemas e 118 na Efacec Energia, revela a comunicação ministerial.

Questionada pelo “Negócios”, a Efacec começou por garantir que “não tem em curso nenhum plano de reestruturação”. Já mais tarde, o CEO da Efacec, Ângelo Ramalho, contactou o matutino para esclarecer que o grupo “não pretende rescindir com 409 pessoas”, mas sim utilizar o estatuto de “empresa em reestruturação” para “poder fazer rescisões até esse número limite, se e quando necessitar”.

“A lei dá-me o benefício de poder fazer estas rescisões. Vamos utilizá-lo? O futuro o dirá”, remata o presidente executivo da Efacec.