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Já morreram 18 pessoas nas praias portuguesas este ano

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Para a Agência Portuguesa do Ambiente, antecipar a época balnear não faz sentido e a sua duração é definida mediante os períodos em que se “prevê uma grande afluência de banhistas”

Desde o início de 2017, trinta e seis pessoas morreram por afogamento em Portugal, 18 das quais nas praias, segundo dados do Observatório do Afogamento, plataforma criada pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores. A notícia é avançada pelo “Diário de Notícias” esta quarta-feira. Só na segunda-feira, morreram quatro pessoas em duas praias portuguesas.

Para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), antecipar a época balnear não faz sentido, apesar do número de mortes registadas. A duração da época balnear é definida mediante os períodos em que se “prevê uma grande afluência de banhistas, tendo em conta as condições climatéricas e as características geofísicas de cada zona ou local”, lembra a organização.

Para Coelho Dias, porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, alinha pelo mesmo tom. A solução que existe atualmente é “de equilíbrio” e “assenta na sustentabilidade”. “Na perspetiva de algumas pessoas, perfeito era ter nadadores salvadores o ano inteiro, mas isto tem que assentar em princípios de sustentabilidade. Quem é que paga? Há trabalho para isso?”, questiona.

Por norma, quem paga os salários dos nadadores salvadores são os concessionários. Isto, para a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), está errado. “Devia haver vigilância em função das condições climatéricas, mas, para isso, têm que deixar de ser os concessionários a contratar. Podia ser criada uma taxa municipal, por exemplo, e ser a autarquia ou a autoridade marítima a contratar”, sugere Alexandre Tadeia, presidente da FEPONS.

  • A morte de uma mulher numa praia na Póvoa do Varzim eleva para quatro o número de vítimas fatais nas praias portuguesas esta segunda-feira, depois de um casal de espanhóis ter morrido na Nazaré e um homem português ter morrido depois de tentar salvar um casal numa praia da Costa da Caparica

  • Valdir morreu pouco antes de mudar de vida

    Estava prestes a completar 32 anos. Um dia de praia acabou por ser fatal. Valdir Tavares entrou pelo mar da Costa de Caparica para ajudar um casal. “Ele era assim, corajoso”, conta um amigo. Valdir tinha-se despedido do trabalho e dos colegas na sexta-feira: em breve, ia regressar a Cabo Verde, onde nasceu, para começar um novo desafio profissional. Além de Valdir, mais três pessoas morreram nas praias portuguesas esta segunda-feira