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Leonor Beleza, a feminista que nunca quis ser Presidente da República

Feminista desde o berço, a presidente da Feundação Champallimaud assume que quer ver as mulheres a mandar. Mesmo que seja para errarem

António Bernardo

Leonor Beleza quer mais mulheres a mandar. Mesmo que sejam mulheres como Margareth Tatcher. Em entrevista à "Notícias Magazine" deste domingo, a presidente da Fundação Champalimaud diz-se incomodada quando vê alguém criticar a ex-primeira-ministra britânica, porque aquela foi uma mulher que nunca negou querer entrar na sede do poder político. e entrou, tendo influenciado quem a seguiu.

É por ter esta certeza de que o poder pode e deve ser escrito no feminino, que Leonor Beleza diz ter-se sentido reconfortada ao ver uma fotografia da chanceler alemã Angela Merkel com a ex-Presidente brasileira Dilma Roussef. "Ora cá está aquilo que andei a vida toda a pregar", afirma Beleza na entrevista. E mesmo quando erram, defende, é preciso dar às mulheres o direito de errar, como diz acontecer com Marine Le Pen.

Beleza assume ainda ter dificuldade em compreender porque as mulheres dos Estados Unidos votaram em Donald Trump. Até porque, diz, o Presidente norte-americano tem uma conceção do mundo "machista e autoriária".

Classificada pela revista como uma das pessoas mais poderosas de Portugal, confessa nunca ter querido chegar à Presidência da República. "Eu nunca quis isso. Uma das dificuldades que às vezes tenho de gerir – sobretudo tinha, no mundo da política – é que as pessoas pensam que os políticos querem sempre essas coisas", afirma.