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Marcelo: “Para se chegar ao défice a que se chegou, Governo optou, um pouco como o anterior, por sacrificar investimentos públicos”

TIAGO PETINGA / Lusa

Presidente da República ainda vê o futuro do PSD com Passos Coelho. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o líder dos sociais-democratas tem tudo para sair vencedor das eleições internas do partido marcadas para 2018

Em questões de estratégia financeira, quais são as diferenças de António Costa para Passos Coelho? “Para se chegar ao défice a que se chegou, o Governo [de António Costa] optou, um pouco como o Governo anterior [de Passos Coelho], por sacrificar investimentos públicos. Isso parece evidente”, reconhece o Presidente da República em entrevista à Antena 1, esta quinta-feira.

Para Marcelo, o corte feito em 2016 pelo Executivo de António Costa no investimento público era “inevitável”, não só pela mudança de Governo mas também pela desconfiança sobre a solução política.

Prioridade para 2017: crescimento

De um ano para o outro, o principal problema do Estado português deixou de ser a banca e o sistema financeiro e a prioridade passou a ser o crescimento. Segundo o PR, o crescimento económico “é a resolução para vários problemas, entre os quais a dívida” e o que a longo prazo pode “tornar sustentável o equilíbrio das finanças públicas”.

Quando tomou posse, o Presidente confessa que não sabia como estava a banca e que veio depois a deparar-se “com algumas questões que agora têm vindo a ser resolvidas paulatinamente”.

Neste momento, o país tem de estar preocupado com o crescimento económico, aponta o Presidente, que tem boas notícias para António Costa neste campo: ”Eu encontro hoje, no contacto com empresários portugueses e estrangeiros, uma confiança que não encontrava há um ano”.

Desde que Marcelo foi eleito, criou-se um clima de confiança no país para o qual contribui “o acordo de Concertação Social, a estabilidade das leis laborais, a estabilização no sistema fiscal”, diz.

O futuro de Passos Coelho

Marcelo Rebelo de Sousa ainda vê o futuro do PSD com Passos Coelho. Segundo o Presidente da República, o atual líder do PSD tem tudo para sair vencedor das eleições internas do partido que estão marcadas para 2018. “Não há nada que o impeça, é uma hipótese que existe, não tem que ser mas existe”, avalia.