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Rui Moreira: “Não sairei do Porto, nem para ministro nem para eurodeputado”

LUCÍLIA MONTEIRO

O futuro de Rui Moreira: a presidência do FC Porto? “Essa é uma velha história. Acho que é Bruno Carvalho que diz que desde que nasceu que quer ser presidente do Sporting. Qualquer portista, já que não pode jogar futebol, já que que não tem idade para isso, gostará de ter um cargo no FC Porto. São as fantasias que nós temos”, disse o presidente da câmara do Porto

Nem para ministro de um possível Governo de António Costa nem para eurodeputado. Ninguém tirará Rui Moreira do Porto, diz o próprio em entrevista ao “Público” esta quarta-feira. “Não serei nem uma coisa, nem outra. Não quero sair do Porto. Não tenho vontade nenhuma de sair do Porto, como já demonstrei outras vezes”, explicou.

A poucos meses das eleições autárquicas, o presidente da câmara do Porto prepara as baterias para a campanha eleitoral, definindo os nomes que irão correr a seu lado pela liderança da cidade. Manuel Pizarro, do PS, estará ao seu lado, adianta, mas não para ser o seu “número dois”.

Rui Moreira revela ainda que só faz tenção de se candidatar a mais um mandato. “O mais provável será fazer mais um. Dois mandatos será o ciclo razoável para estas coisas. A partir daí voltarei a tratar das coisas que sempre gostei, como escrever ou fotografar”, disse.

E o futuro? A presidência do FC Porto? “Essa é uma velha história. Acho que é Bruno Carvalho que diz que desde que nasceu que quer ser presidente do Sporting. Qualquer portista, já que não pode jogar futebol, já que que não tem idade para isso, gostará de ter um cargo no FC Porto. São as fantasias que nós temos”, revelou.

Guerra com a TAP

Rui Moreira assume que perdeu a batalha que travou no ano passado com a TAP, quando alguns dos voos diretos da transportadora aérea foram cancelados e foi criada a ponte aérea entre Lisboa e o Porto.

“Aquilo que me preocupava e preocupava os portuenses foi o facto de a TAP ter terminado com algumas das suas ligações directas do Porto a capitais europeias, ao Brasil, e de ter reduzido também para Nova Iorque. Essas ligações eram extraordinariamente importantes para o tecido empresarial da nossa região. Essa foi a crítica, que mantenho. É evidente que hoje o assunto de alguma maneira está mitigado porque, tal como eu previa, companhias aéreas de bandeira, não foram as low-cost, começaram a ocupar esse espaço. Desde logo a KLM e a Air France, que há muito tempo não voava para o Porto. A British Airways aumentou a frequência. Agora, entendo que uma transportadora nacional, em que o Estado português tem 50%, não pode deixar de prestar um serviço público à segunda cidade do país e à região mais exportadora do país.”, disse.