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Rui Vilar aceitou ser chairman na CGD na “condição de não receber salário”, regras europeias obrigam-no a ter vencimento

Ana Baião

Em declarações ao Expresso, em novembro do ano passado, Rui Vilar disse só ter aceitado o convite para a Caixa “por serviço público” e “na condição de não receber vencimento”

Ainda no ano passado, aquando da constituição da equipa de António Domingues para a Caixa Geral de Depósitos (CGD), Rui Vilar aceitou o cargo de chairman no banco do Estado na “condição de não receber vencimento”. E foi isso que aconteceu desde então: nunca recebeu um euro. Porém, o Estado pode ter que voltar atrás nesta promessa devido às regras europeias.

Segundo o “Jornal de Negócios” desta segunda-feira, a Caixa está neste momento a avaliar a obrigação de pagar um salário a Rui Vilar: o tema está nas mãos da comissão de remunerações da CGD, liderada por Manuel Ferreira de Oliveira, antigo presidente da Galp Energia.

Pelo que o matutino apurou, a posição desta comissão é de que todos os administradores não executivos da Caixa são remunerados, tendo em conta que esta obrigação está prevista na política de remunerações do banco do Estado, aprovada a 31 de agosto.

“A presente política de remunerações é aplicável (…) a todos os membros não executivos do conselho de administração da CGD”, diz o documento que não prevê qualquer possibilidade de os administradores não serem remunerados.

Em declarações ao Expresso, em novembro do ano passado, Rui Vilar disse só ter aceitado o convite para a Caixa “por serviço público” e “na condição de não receber vencimento”.