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Comissário europeu da Saúde defende que algumas vacinas como a do sarampo “devem ser obrigatórias”

Vytenis Andriukaitis, comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar

Getty

Para Vytenis Andriukaitis, comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar, “os antivacinas estão a pôr toda a gente em risco”

“Certas vacinas – como a vacina contra o sarampo – devem ser obrigatórias. Mas esta não é uma prerrogativa da Comissão Europeia. A decisão cabe às autoridades portuguesas.” Esta é a opinião pessoal de Vytenis Andriukaitis, comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar, direcionada à questão que muitos portugueses têm colocado desde que na semana passada uma jovem de 17 anos morreu – após várias complicações – devido ao sarampo: deve a vacinação ser obrigatória?

Em entrevista ao “Público” esta segunda-feira, o responsável europeu faz questão de frisar que “as vacinas funcionam” e que “é irresponsável dizer o contrário”. “As vacinas já salvaram mais vidas de crianças do que qualquer outra intervenção médica. Todas as vacinas que fazem parte de planos nacionais de imunização foram consideradas seguras e relevantes. São a melhor maneira para proteger os indivíduos e o grupo. Algumas pessoas não podem ser vacinadas por causa de algumas contraindicações ou por condições médicas especiais que possam ter e a vacinação ajuda a criar um ambiente seguro para todos, mesmo para as crianças que não estão vacinadas devido a contraindicações médicas. Um ambiente seguro é essencial para prevenir a propagação de doenças infecciosas ou de surtos”, aponta.

Para o comissário da Saúde, “os antivacinas estão a pôr toda a gente em risco”. “Como comissário, lamento que uma doença completamente prevenível se esteja a espalhar... já em 14 países”, aponta.