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António Barreto: “PSD ainda está a sofrer de uma espécie de esquizofrenia, de dualidade”

Tiago Miranda

Para o sociólofo e ex-ministro, o sucesso de António Costa não é uma surpresa. As hipóteses de o Governo durar “até ao fim da legislatura são maiores hoje do que eram há seis meses”, assume

A posição do PSD na oposição é desconfortável e os resultados das eleições legislativas de 2015 ainda se fazem sentir no partido, aponta António Barreto, sociólogo e ex-político, em entrevista ao jornal online “ECO” esta segunda-feira.

“O PSD ainda hoje está a sofrer de uma espécie de esquizofrenia, de dualidade. Não sabem se devem apoiar o Governo na direita e criticar o Governo na esquerda, e esperar o que aí vem. Ou se devem pura e simplesmente não apoiar de todo e esperar que o Governo caía na primeira oportunidade, ou não aprove o que precisa de aprovar em matérias que supostamente seriam simpáticas ao PSD. O partido não decidiu isso, o que quer fazer. Dá esta terrível impressão de que de manhã quer uma coisa e à tarde quer outra. Não se percebe. O eleitorado é muito mais sensível a estas sensações e perceções, do que a algoritmos”, explica.

Para António Barreto, o sucesso do Governo de António Costa não é uma surpresa. As hipóteses de o Governo durar “até ao fim da legislatura são maiores hoje do que eram há seis meses”, assume.

Porém, há fragilidades evidentes. O maior risco do Governo está em “fazer quase tudo o que a extrema-esquerda lhe pede ou exige, o PCP e o BE. Até agora foi a parte mais fácil, que era reverter, devolver, cortar austeridade”, diz.