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Banco Haitong: BdP manda gestores fazerem formação sobre “boa governação” após 3 anos a operar no país

Marcos Borga

“O Banco Haitong considera legítimo que o Banco de Portugal, no exercício das suas funções de supervisão preventiva, exija a quem opere no mercado, que cumpra as regras”, reage António Cunha Vaz, porta-voz do banco chinês

São gestores – quadros superiores que incluem administradores chineses – do banco Haitong, operam em Portugal há três anos, mas vão ter de “voltar à escola” para fazerem formação sobre “boa governação” – matérias relacionadas com o risco financeiro, a regulação, o código de conduta,o respeito pelas regras e o controlo interno. Tudo isto por recomendação do Banco de Portugal.

Segundo o “Público”, a equipa de gestão do banco Haitong ficou a saber esta terça-feira que o Banco de Portugal via com bons olhos que vários dirigentes de topo frequentassem programas “curriculares” que envolvem, por exemplo, ações de formação profissional relacionadas com a estratégia bancária e a atividade financeira.

Questionado pelo matutino, o porta-voz do Haitong, António Cunha Vaz, começou por “negar que o BdP tenha pedido o que quer que fosse”. Porém, mais à frente na conversa, acabou mesmo por avançar que o Haitong “está a preparar a lista final dos órgãos sociais [para a entregar ao BdP] e, sendo assim, e tendo em conta que alguns gestores são provenientes de mercados com regulações distintas da europeia, decidiu que procederá à formação desses quadros para que possam exercer as suas funções” em Portugal.

“O Banco Haitong considera legítimo que o BdP, no exercício das suas funções de supervisão preventiva, exija a quem opere no mercado, que cumpra as regras”, explica o porta-voz.

Há três anos, o Haitong adquiriu ao Novo Banco o BESI por 379 milhões de euros.