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Azeredo Lopes: responsabilidade no caso dos comandos foi além da individual e isso “honra o Exército”

TIAGO PETINGA / LUSA

Força aérea e aviação civil vão partilhar casa no Montijo, aponta o ministro da Defesa

A morte de dois militares em formação durante o curso 127 de Comandos foi o principal momento político de Azeredo Lopes desde que este chegou à política. Em entrevista ao “Público” e à “Renascença” esta quinta-feira, o ministro da Defesa assume esse período como tumultuoso e fala do reinício do curso de Comandos.

“Os cursos reiniciaram-se, primeiro, quando se determinou mais ou menos o que tinha acontecido – e quando se fez uma reavaliação da formação, que fosse para além da responsabilidade individual. Acho que isso foi garantido e honra ao Exército, porque foi capaz de olhar para dentro num exercício que foi concerteza doloroso e foi capaz de se questionar e corrigir o que era importante corrigir... Mas se comparar o que é hoje o referencial dos cursos de Comandos, com as ausências e as lacunas que antes se verificavam, demos um salto muito significativo”, diz.

Aeroporto do Montijo: “Não há alternativa”

Força aérea e aviação civil vão ter de partilhar casa no Montijo, assume o governante. “A única questão que tenho de resolver não é se isto vai acontecer. É de que maneira é que vamos garantir que a Força Aérea (não ali integralmente, ou não ali de todo) vai continuar a exercer tudo o que atualmente depende da base do Montijo. Estamos a falar dos C-130, estamos a falar da própria colaboração com os helicópteros da Marinha, etc. Há um conjunto, uma espécie de catálogo de funções da Força Aérea. Agora, é preciso fazer uma avaliação operacional e para onde vamos garantir que a Força Aérea continua a exercer as suas funções”, assume Azeredo Lopes.

Futuro da base das Lajes: Centro de Segurança Atlântica

Tal como o Expresso já tinha avançado, o futuro da base das Lajes pode passar por ser um Centro de Segurança Atlântica. “O que está em discussão atualmente é uma proposta – que aliás está a ser concluída pela parte portuguesa e que esperamos poder vir a interessar a parte norte-americana, como aliás a outros países, que é um Centro de Segurança Atlântica. Isto é, a posição deste Governo é que, independentemente das questões rotineiras relacionadas com a descontinuidade da presença norte-americana nas Lajes, parece-nos hoje que – tanto quanto insistir na importância das Lajes do ponto de vista da segurança –, é também importante que Portugal proponha, que não fique passivamente a lamentar-se do fim de uma era e que proponha alternativas, quer do ponto de vista de financiamento, quer de atracção da qualificação americana e da sua contribuição do ponto de vista da segurança e da defesa. E aí o Centro de Segurança Atlântica pode ser uma questão muito interessante, quer pelas questões regionais, quer pela circunstância de Portugal ter especiais competências marítimas”, revela.