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Forte de Peniche deverá ser Museu Nacional da Resistência

FOTO ARQUIVO A CAPITAL

A “afetação prioritária à função museológica” passa por um projeto capaz de se afirmar “como testemunho vivo da repressão nas prisões do regime fascista, mas também da luta pela liberdade e a democracia”, apontou o grupo consultivo nomeado pelo Ministro da Cultura

De prisão do Estado Novo a Museu Nacional da Resistência. O Forte de Peniche, que o Estado chegou a ponderar transformar em pousada, terá uma nova vida ligada à memória de Portugal. O “Público” conta esta terça-feira que o grupo consultivo nomeado pelo Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, chegou à conclusão de que este monumento nacional deve ser num museu – a proposta apresentada ao ministro prevê também a existência de restaurante, cafetaria, auditório e posto de turismo cultural.

A “afetação prioritária à função museológica” passa por um projecto capaz de se afirmar “como testemunho vivo da repressão nas prisões do regime fascista, mas também da luta pela liberdade e a democracia”, permitindo “sobretudo às novas gerações um contacto directo, pedagogicamente orientado, com essas realidades e memórias”, explica o documento entregue ao ministro da Cultura e a que o matutino teve acesso.

“A recuperação e requalificação da Fortaleza de Peniche para esse fim é um acto de justiça”, destaca o grupo de avaliação.

“O que diz respeito à nossa parte é o museu nacional da resistência – se lhe quisermos assim chamar, depois veremos o nome –, e a recuperação patrimonial”, disse Luís Filipe de Castro Mendes ao “Público”.