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Macedo cortou empréstimos de risco dos prejuízos da Caixa

ANT\303\223NIO COTRIM

Alteração nas contas da Caixa permitiu baixar o valor da injecção de capital que o Estado teve de fazer já este ano no banco público para 2.500 milhões

Como já é público, a Caixa Geral de Depósitos precisou de uma injecção de capital ligeiramente inferior à prevista em agosto de 2016. Segundo o “Jornal de Negócios”, para isso contribui a redução no o número de empréstimos considerados de cobrança duvidosa quando foram chegadas as contas no ano passado, levada a cabo por Paulo Macedo, presidente da Caixa.

Esta alteração permitiu baixar o valor da injecção de capital que o Estado - previa-se custos de 4.100 milhões de euros - teve de fazer já este ano no banco público para 2.500 milhões. Durante a conferência de imprensa, a 10 de março, quando Rui Vilar e Paulo Macedo revelaram os prejuízos de 2016 - 1.859 milhões de euros - o número de empréstimos de risco cortados não veio a público.

“A injecção de capital necessária é ligeiramente inferior à prevista no acordo de princípio atingido em Agosto de 2016. Isto porque a avaliação pela atual gestão, concluída em meados de Fevereiro de 2017, revela que o número de empréstimos de cobrança duvidosa era inferior ao inicialmente previsto”, disse em comunicado a Comissão Europeia na época.

O matutino questionou a Comissão Europeia sobre as razões apresentadas pelas autoridades portuguesas para esta alteração, mas Bruxelas remeteu explicações para a Caixa. Já a Caixa, também questionada, optou pelo silêncio, não esclarecendo aquela redução de créditos.

Os resultados da Caixa em 2016 são o tema da ida de Paulo Macedo esta quarta-feira à Assembleia da República. O líder da Caixa fala aos deputados a pretexto de um requerimento do PSD, “para que seja explicado a todos os portugueses o que é que mudou, que alteração de critério houve da avaliação que era feita quer do risco quer dos créditos já concedidos”, justificou o deputado Duarte Pacheco.