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Maria João Rodrigues: “A exigência orçamental vai continuar”

Marcos Borga

Eurodeputada do PS diz que Pier Carlo Paduan, ministro italiano das Finanças e socialista, devia ser o novo líder do Eurogrupo

Maria João Rodrigues, eurodeputada do PS e vice-presidente do grupo socialista europeu, diz que não quer criar altas expectativas para o futuro da economia portuguesa e da zona euro. Mas assume, em entrevista à Antena 1 esta quinta-feira, que com a saída do país do procedimento por défice excessivo Portugal ganha “mais margem” de manobra. Mesmo assim, lembra: “A exigência orçamental vai prosseguir”.

No fundo, Portugal (e outros países) mantém-se dependente dos financiamentos do Banco Central Europeu com juros baixos, problema que só desaparecerá com um orçamento para a zona euro, o que iria dar aos países “meios para investir”, explica a eurodeputada. Contudo, esse orçamento “está por criar”.

Na mesma entrevista, questionada sobre quem deveria seguir-se na liderança do Eurogrupo, Maria João Rodrigues aponta o nome de Pier Carlo Paduan, ministro italiano das Finanças e socialista para suceder a Jeroen Dijsselbloem. Mas deixa ainda outras sugestões: até pode ser Moscovici, mas importante era ter um presidente que compreenda o sul da Europa e de preferência da família socialista. “Não podemos continuar com esta narrativa de que se os países do sul têm tido problemas é culpa deles. Isto é uma narrativa inaceitável”, defende.