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Rever escalões do IRS em 2018 vai ser “muito difícil”, diz deputado do PS

Marcos Borga

Para o deputado Paulo Trigo, será impossível baixar os escalões mais baixos do IRS sem que isso tenha um impacto significativo na receita acumulada e o cumprimento de compromissos europeus

Nem todos os socialistas estão convencidos de que será possível Mário Centeno cumprir a promessa de baixar o IRS em 2018 “para quem mais precisa”. Paulo Trigo Pereira, deputado do PS, duvida que a medida seja compatível com o cumprimento dos compromissos europeus. “É quase impossível mexer nos escalões do IRS”, refere em declarações ao jornal “i”, esta quarta-feira.

Para o deputado, um dos 12 economistas que, com Mário Centeno, elaboraram o plano económico do PS antes das últimas eleições legislativas, será difícil aumentar a progressividade do imposto com a fórmula usada. “A cada escalão não corresponde apenas uma taxa. As pessoas pagam até cada nível de vencimento a taxa que se aplica a esse montante, há uma progressão em escada”, explica o também professor universitário.

“Quando se desce o valor de um escalão todos pagam um pouco menos, mesmo que isso se sinta pouco no caso de quem ganha mais”, sublinha.

Ou seja, será impossível baixar os escalões mais baixos do IRS sem que isso tenha um impacto significativo na receita do imposto. Segundo Paulo Trigo, não há neste momento mais margem para aliviar a carga fiscal.