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Ministro do Ambiente: “Aguardo que a Uber seja regulamentada” para experimentar

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS. Matos Fernandes nega que esta autorização colida com os compromissos nacionais de descarbonização

TIAGO MIRANDA

A partir de julho o serviço do metro de Lisboa vai melhorar, garante João Matos Fernandes

A legislação para legalizar a Uber já está no Parlamento, mas o responsável pela tutela e regulamentação deste tipo de serviços, João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, assume, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta quarta-feira, que nunca utilizou este meio de transporte. “Estou a aguardar que a Uber seja regulamentada” para experimentar, revela.

Questionado sobre como é que seria possível legislar sobre um serviço de que nunca tinha usufruído, João Matos Fernandes lembra que este tipo de documentos são preparados por “equipas” e que confia que alguns dos elementos já tenham utilizado.

Quanto ao serviço prestado pelos táxis, o ministro diz “não ter razão para dizer que os taxistas são piores ou melhores do que os outros”. “Em todas as profissões há gente mais rigorosa e menos rigorosa”, disse.

Metro de Lisboa: serviço vai melhorar a partir de julho

Na entrevista ao “Negócios”, o ministro também abordou a qualidade de serviço prestado pelo Metropolitano de Lisboa. “O que dissemos, desde o princípio, é que será sobretudo a partir de julho que vamos conseguir ter uma maior oferta. Já temos muito avançado o processo de adaptação de 30 maquinistas. O estado de conservação em que encontrámos as composições estava no limiar da rutura. Nós conseguimos que em 2016 não houvesse rutura e ao longo deste semestre estamos, de facto, a começar a poder ter mais composições no metro”, garantiu.

Em breve, a estação de Arroios será fechada. “A partir daí estaremos em condições de ter sempre seis carruagens na Linha Verde”, diz.

Fundo de reabilitação pronto em julho

Passado mais de um ano do anúncio feito pelo ministro do Ambiente da criação de um Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado, o projeto ainda não avançou. João Pedro Matos Fernandes diz agora que já se deu o primeiro passo: “Está decidido ser o Fundiestamo a geri-lo” e que durante este mês de abril “será feito o roadshow do fundo.”

“O fundo estará a funcionar em pleno até ao final do primeiro semestre deste ano. A existência de casas no mercado depende também muito da necessidade das intervenções que possam ter de existir em cada caso, mas muito dificilmente haverá, durante este ano, oferta de casas para arrendamento acessível através do fundo.”