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Quase metade das escolas tem problemas nos sistemas de videovigilância

O novo projeto de videovigilância, ganho por três empresas nacionais, que entrou em vigor este ano, conseguiu recuperar a baixo custo grande parte do anterior equipamento, mas faltam fundos para reparações

Passaram pouco mais de três meses desde que o novo projeto de gestão de câmaras de videovigilância e sensores nas escolas entrou em vigor, mas já há muitos problemas para resolver. A maioria dos quais, na verdade, foram herdados da concessão anterior.

Depois de no início de 2016 as câmaras de videovigilância terem sido desligadas, devido ao equipamento instalado em 2008 (e que terá custado 25 milhões de euros) se ter tornado obsoleto por falta de manutenção, o novo projeto, ganho por três empresas nacionais, que entrou em vigor este ano, conseguiu recuperar a baixo custo grande parte do anterior equipamento, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira.

Contudo, falta dinheiro para reparações. No concurso lançado pelo Governo para este ano, o executivo de António Costa alocou 1,5 milhões de euros, mas faltou um contrato para as reparações.

O “DN” conta que em apenas dois meses de trabalho, os gestores do projeto no terreno confrontaram-se com “deficiências” no equipamento em cerca de 40% dos estabelecimentos de ensino, nos quais algumas câmaras ou sensores estão avariados, além de 35 escolas (3%) onde o sistema está pura e simplesmente desligado.

O Ministério da Educação “sabe destas limitações”, diz fonte oficial do gabinete de Tiago Brandão Rodrigues ao matutino, e garante que “está planeado o lançamento de um concurso tendo em vista a manutenção dos equipamentos nos casos mais urgentes”.