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Porto. João Semedo critica casamentos contranatura com PS e CDS

João Semedo sai da liderança do BE. Catarina Martins é a porta-voz do partido

Tiago Petinga / Lusa

Candidato do BE à Câmara do Porto acusa socialistas de desistirem da luta por uma maioria de esquerda na cidade e considera o executivo autárquico uma central de negócios conduzida por Rui Moreira, com os centristas e socialistas atrelados

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

João Semedo não poupa críticas a Manuel Pizarro, líder da Distrital do PS Porto, por apoiar a recandidatura de Rui Moreira, desistindo de lutar por uma maioria de esquerda na gestão da cidade onde vive há 40 anos. O candidato do BE à Câmara do Porto censura “o casamento contranatura” do independente Moreira com o CDS e o PS, uma aliança focada nos negócios e nos mercados em que “as pessoas parecem servir de figurantes para compor as fotografias e os vídeos de promoção”.

O ex-deputado três vezes eleito pelo Porto acusa ainda Rui Moreira de ser monárquico, dado a “impulsos absolutistas”, e de lidar mal com a crítica. “Fica irritado e crispado com demasiada facilidade. Não se pode ser cordial apenas para os yes men”, afirma em entrevista, esta segunda-feira, ao “Jornal de Notícias”.

Apesar de tal como Álvaro Santos Almeida críticar o atual executivo por negligenciar os residentes em prol dos turistas, Semedo discorda que sejam os socialistar a controlar a Câmara, conforme afirmou em entrevista ao Expresso o candidato independente apoiado pelo PSD. “Quis dizer uma piada. E até teve graça”, confessa o bloquista, que acredita que será nas eleições de 1 de outubro que o partido irá conseguir eleger um vereador.

Para João Semedo, o que se passa na Câmara do Porto é exatamente o contrário, defendendo que Rui Moreira anulou ou submeteu o PS à sua vontade política. “A Câmara do Porto parece um atrelado: Moreira conduz o carro, CDS e PS seguem atrelados. Compreende-se o desagrado e o incómodo dos socialistas”.

Apostado em participar na governação da Invicta, João Semedo não descarta uma aliança e um pelouro, tudo dependendo quem for presidente.