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Há mais banqueiros suspeitos na Operação Marquês

O procurador Rosário Teixeira

Tiago Miranda

Procurador Rosário Teixeira emitiu a primeira certidão extraída do processo Operação Marquês. Dados bancários enviados pela Suíça para o Ministério Público levantaram novas suspeitas sobre a banca

Os últimos dados bancários enviados pela Suíça sobre a Operação Marquês para o Ministério Público levantaram novas suspeitas sobre comissões ilegais na banca portuguesa. Ou seja, haverá mais banqueiros, além de Ricardo Salgado e Armando Vara, envolvidos no caso, conta o “Diário de Notícias” esta quarta-feira.

Segundo o matutino, o procurador Rosário Teixeira emitiu a primeira certidão extraída da Operação Marquês. Por despacho, ordenou a retirada dos elementos do processo para uma investigação autónoma; na missiva, indica que os suspeitos são “pessoas distintas” das já constituídas arguidas e que “tinham responsabilidades em instituições financeiras e na concessão de crédito”.

De acordo com o magistrado do Ministério Público, que ordenou a extração de certidão no final do ano passado, pode estar em causa o crime de burla qualificada, já que terá sido “gerado um engano sobre os interesses subjacentes aos financiamentos em causa”.

No pedido de dados feito às autoridades Suíças em março do ano passado, Rosário Teixeira solicitou extratos bancários de contas tituladas por offshores de Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates, de Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena, de Armando Vara, antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos, e de várias contas pertencentes aos gestores do Grupo Vale do Lobo Diogo Gaspar Ferreira e Rui Horta e Costa.