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Portas: “Relação com Angola não é substituível”, o lugar que Portugal ocupa é “invejado por outros”

Rui Duarte Silva

Todos os países têm “afinidades eletivas” e Portugal deve cuidar das suas com Angola, defende Paulo Portas

Se por alguma razão Portugal quebrar os laços de comunicação e negócios que tem com Angola, outro país irá ocupar esse espaço deixado vago, aponta Paulo Portas, ex-vice-primeiro-ministro e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta terça-feira.

“Considero que a relação com Angola não é substituível, que embora o lugar que Portugal ocupe ou deixe de ocupar em Angola, ele é obviamente invejado ou ocupado por outros, se nós não formos profissionais e firmes na defesa do nosso espaço e do nosso contributo para o desenvolvimento de Angola. Mas sobre casos em concreto, o que eu penso digo aos responsáveis e apenas a eles”, responde quando questionado sobre as últimas tensões entre os dois países.

Paulo Portas, afastado do Parlamento por iniciativa própria desde dezembro, vestiu no último ano o fato de vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP). O próprio admite que o currículo e experiência governamental, enquanto pertenceu ao Governo de Passos Coelho, ainda hoje lhe são úteis.

“Serve-me, sobretudo, para dar algumas orientações muito práticas às empresas. Eu acho que a globalização para Portugal é uma oportunidade, porque nós temos um mercado interno relativamente diminuto, se pensarmos com escala. Como os portugueses sempre souberam navegar e ir para fora mostrar o que sabiam fazer bem. Para nós, a globalização é uma oportunidade”, diz.