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Estado fica com 25% do Novo Banco, mas abdica do direito de voto e de nomear gestores

Nuno Botelho

Quando o Novo Banco passar para as mãos da Lone Star será sujeito a novas metas de redução de pessoal e fecho de balcões

A venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star ainda deve ser oficializada esta semana. Para isso contribuiu uma cedência de Bruxelas –deixar o Estado ficar com 25% da instituição – e várias do Estado: o Fundo de Resolução abdica do direito de voto e de nomear gestores. O Novo Banco será ainda sujeito a novas metas de redução de pessoal e fecho de balcões, avança o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

As exigências da Comissão Europeia são uma forma de compensar o facto de Portugal estar a pedir uma exceção ao compromisso de vender a totalidade do Novo Banco.

“Claro que discutimos com as autoridades portuguesas, como discutimos com outras, se estiverem numa situação em que querem alterar compromissos. A nossa missão é assegurar que as alterações são equilibradas. Por isso, se alguém quer fazer algo, talvez favorecendo uma parte, então é preciso equilibrar isso assumindo compromissos noutra área. Mas o processo ainda está em curso e é da responsabilidade das autoridades portuguesas garantir a venda”, explicou esta segunda-feira Margrethe Vestager, comissária europeia da Concorrência.