Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Santos Silva reforça que visita oficial a Angola depende apenas de Angola

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Em entrevista ao DN e à TSF, publicada este domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros deu cinco datas possíveis e está agora à espera que as autoridades angolanas se pronunciem

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considera que a data da primeira visita oficial do atual Governo português a Angola, será quando Angola quiser. "Depende das autoridades angolanas", disse em entrevista ao DN e à TSF, este domingo.

Segundo Santos Silva, neste momento, aind anão se chegou "a acordo sobre a necessidade dessa visita". "A parte portuguesa propôs várias datas. Aguarda uma resposta das autoridades angolanas", sendo que em causa está se a visita se realizará antes ou depois das eleições.

"Compreendo que Angola queira tempo para responder e se a visita se fizer depois das eleições, com um novo Executivo, isso, para nós não constitui nenhum problema. Nós entendemos que a importância dos temas justifica que ela possa fazer-se no mais breve espaço de tempo possível, que seja conveniente para as partes", disse ainda na mesma entrevista.

Já no início de março, o primeiro-ministro, António Costa tinha dito ao Expresso o mesmo, ou seja, que esta visita “depende inteiramente de Luanda” e que aguardava “serenamente” que fosse marcada para a data mais propícia a Angola. “Estamos disponíveis para ir em qualquer altura”, disse na altura.

A visita oficial do Governo português a Angola foi posta em causa quando o Ministério Público português acusou de corrupção activa o agora vice-presidente angolano e ex-líder da pretrolífera Sonangol, Manuel Vicente. Gerou-se um conflito diplomático entre os dois países, mas que durou apenas cerca de duas semanas, com Angola a reconhecer que o processo legal tinha de seguir e a aceitar receber o Governo português.

Ainda assim, as relações entre os dois países continuam algo debilitadas, mas Santos Silva acredita que tudo se resoverá definitivamente "trabalhando normalmente, mantendo os canais de comunicação abertos e continuando empenhados na agenda que seja de interesse comum". "As relações bilaterais constroem-se muito na exploração dos interesses comuns. Há muitos interesses comuns entre Angola e Portugal", disse ainda ao DN e à TSF.

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse na mesma entrevista que não está preocupado com as eleições em Angola e com uma mudança de liderança. "O governo português não é parte nessas eleições e trabalhará com quem o povo angolano escolher", frisou.