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Tomás Correia já prepara contestação das acusações do Banco de Portugal

Lu´´is Barra

Para se defender das acusações de financiamentos de risco ao GES antes da sua queda, Tomás Correia irá apresentar o parecer do director de risco que era favorável ao financiamento à Rioforte e que terá ficado de fora da lista de documentos a que o Banco de Portugal teve acesso

Acusado pelo Banco de Portugal de várias infrações graves, juntamente com mais oito ex-gestores da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), Tomás Correia, atual líder da Associação Mutualista Montepio Geral, fez saber em comunicado na segunda-feira que se manterá em funções na instituição, a menos que haja um trânsito em julgado a seu desfavor. Entretanto, segundo avança “Jornal de Negócios” esta terça-feira, o banqueiro já está a preparar a contestação da acusação.

O ex-líder da CEMG, oito antigos gestores e a própria instituição são acusados pelo Banco de Portugal de terem financiado o universo Espírito Santo poucos meses antes do colapso do grupo liderado por Ricardo Salgado. Para além disso, está ainda em causa um crédito de 18 milhões a Paulo Guilherme que o filho do construtor José Guilherme usou para subscrever unidades de participação do Fundo de Participação da CEMG.

Segundo o “Negócios”, para se defender das primeiras acusações, Tomás Correia irá apresentar o parecer do director de risco que era favorável ao financiamento à Rioforte Portugal e que terá ficado de fora da lista de documentos a que o supervisor teve acesso.

O matutino revela ainda que o gestor irá também alegar que as operações em causa permitiram que os créditos concedidos pela caixa económica passassem a beneficiar de garantias que, já depois do colapso do Grupo Espírito Santo, terão permitido recuperar parte do financiamento.

Quanto ao crédito a Paulo Guilherme, dado através do Finibanco Angola, a defesa de Tomás Correia irá assentar na ideia de que a administração da CEMG só soube do financiamento já depois da sua concessão.