Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Ministério não vai seguir sugestões mais radicais de estudo encomendado sobre as praxes

Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Alberto Frias

Estudo encomendado pelo Governo, lançado em fevereiro, sugeria “impedir o financiamento público de atividades de praxe académica”, mas o ministro do Ensino Superior anunciou que não quer aplicar medidas punitivas

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior encomendou em agosto do ano passado um estudo sobre as praxes nas universidades portuguesas. Os resultados chegaram em fevereiro, com sugestões de controlo como cortar os fundos a associações académicas que financiam as praxes. Mas Manuel Heitor não vai seguir as orientações mais radicais dadas por este estudo, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira.

“Tenho exatamente a mesma opinião sobre as praxes mas, também, o que aprendemos com este estudo é que a praxe é um processo socialmente enraizado. A resposta política não deve ser paternalista. Disse na apresentação do documento que não concordo com protocolos com as polícias ou com tutorias dos estudantes. Defendo que alcançaremos melhores resultados valorizando alternativas às praxes”, explicou Manuel Heitor ao matutino.

No início de fevereiro o estudo “A Praxe como fenómeno social” aconselhava o ministério tomar uma série de medidas concretas no sentido de reprimir estas práticas e reforçar o apoio e acompanhamento dos alunos alvo de praxes abusivas.

Uma das medidas mais radicais seria o governo a “impedir o financiamento público de atividades de praxe académica, nomeadamente através do financiamento indireto que é atribuído às estruturas informais e não legitimadas de praxe por via de associações académicas e de estudantes”.