Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Carlos Carreiras: “É-me indiferente” se ganha Cristas ou Leal Coelho, desde que o PS perca

Mário Cruz/ Lusa

O coordenador autárquico do PSD garante que “Teresa Leal Coelho certamente não é o plano Z” do partido para a Câmara de Lisboa

É a Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, que todas as baterias políticas vão estar apontadas nos próximos meses. Poucos dias depois de Passos Coelho ter anunciado o nome de Teresa Leal Coelho como candidata do partido à autarquia de Lisboa, Carlos Carreiras, coordenador autárquico do PSD, assume em entrevista à TSF, esta terça-feira, ser-lhe “indiferente” se a capital vier a ser conquistada pela sua colega social-democrata ou por Assunção Cristas, a cabeça de lista do CDS. O importante, aponta Carreiras, é que a Câmara não continue nas mãos do Partido Socialista.

“Gostaria muito mais que a candidatura do PSD ganhasse, mas, se chegarmos ao dia das eleições e as duas candidaturas estiverem em primeiro e em segundo lugar, será um excelente resultado”, explica o coordenador autárquico do PSD.

Depois de uma longa espera por um nome do PSD para Lisboa, com várias recusas pelo caminho, Carreiras garante que “Teresa Leal Coelho certamente não é o plano Z” e aponta-lhe várias virtudes. O social-democrata diz também não ter “razões para acreditar que Teresa Leal Coelho fique atrás de Assunção Cristas” na corrida à capital.

Na mesma entrevista, o coordenador autárquico volta a falar da incapacidade de entendimento dos dois partidos da direita quanto a uma candidatura conjunta para a capital. Carlos Carreiras aponta responsabilidades à própria líder do CDS, quando anunciou que seria candidata a Lisboa. “Logo aí, foi a própria Assunção Cristas a definir as regras próprias internas, da sua disponibilidade de abordagem das próprias autárquicas”, considera.