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Portugal perdeu o rasto a 15 menores imigrantes em 2016

Pelo menos um dos menores à procura de asilo, que desapareceu em 2016, apresentava sinais “subjetivos” de que teria sido vítima de tráfico de seres humanos

A Casa de Acolhimento para Crianças Refugiadas (CACR), em Lisboa, perdeu o rasto a 15 menores com idades entre os 15 e os 17 anos, em 2016, avança o “Público” esta sexta-feira. Os menores terão saído das instalações para e nunca mais voltaram, após terem estado ali alguns dias. Existem suspeitas de alguns menores destes fossem vítimas de tráfico de seres humanos.

Segundo o matutino, os menores eram originários de países da África ocidental e abandonaram as instalações poucos dias depois de terem chegado. Esta não é uma situação nova na instituição, que não tem poderes legais para limitar as saídas dos menores: em 2015, saíram sem explicação 29 menores, entre um total de 66 que estavam acolhidos; em 2014 o número foi mais baixo, 13 desapareceram, entre 38 acolhidos, e em 2013 saíram 16, entre um total de 85.

Pelo menos um dos menores à procura de asilo, que desapareceu em 2016, apresentava sinais “subjetivos” de que teria sido vítima de tráfico de seres humanos, explicou Dora Estoura, coordenadora da CACR, ao “Público”. Outra situação chegou mesmo a ser confirmada: uma jovem vinda da Nigéria foi sinalizada por causa da rota até à chegada e o comportamento que exibiu, quando chegou ao centro.

Os desaparecimentos são “naturalmente uma fonte de preocupação”, mas “é um traço comum a esta população a nível europeu”, disse a coordenadora.