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Ministério Público investiga operações da Venezuela no BES

SALGADO. Ex-líder do Grupo Espírito Santo diz que só tarde se apercebeu do filme de terror

Luis Barra

Ricardo Salgado é suspeito do crime de infidelidade de gestão, por causar danos patrimoniais ao BES em favor da Petróleos de Venezuela

O Ministério Público está a investigar as cartas de conforto enviadas pelo Banco Espírito Santo (BES) à Petróleos de Venezuela (PDVSA) para garantir a liquidez dos investimentos realizados pelos clientes venezuelanos em títulos de dívida de empresas do GES, conta o “Jornal Económico” esta sexta-feira. Ricardo Salgado é suspeito do crime de infidelidade de gestão, por causar danos patrimoniais ao banco em favor da PDVSA.

Há ainda suspeitas de branqueamento de capitais que recaem sobre entidades venezuelanas, revelou fonte judicial ao semanário. As operações em causa foram realizadas pouco antes da resolução do BES a 3 de agosto: transferências de contas de valores mobiliários de entidades venezuelas e de depósitos de montantes elevados de receitas das exportações de petróleo para offshores - transferências ocultas que partiram do BES, entre 2012 e 2014, e que escaparam ao controlo do Fisco.

Para além dos depósitos no BES, a PDVSA também era um importante investidor do GES, tendo Salgado emitido duas garantias para “tranquilizar” os clientes venezuelanos. Segundo o “Económico”, as duas cartas-conforto chegaram às mãos do Ministério Público após as buscas à sede de BES, na Avenida da Liberdade, em novembro de 2014.