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Santana acusa Sampaio de ter dissolvido o Parlamento para abrir caminho a Cavaco

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa revela que vai escrever um livro para responder ao segundo volume da biografia de Jorge Sampaio. Mas adianta já uma das premissas que vai defender: o ex-Presidente dissolveu o Parlamento em 2004 para abrir caminho à eleição presidencial de Cavaco Silva

As memórias de ex-Presidentes parecem destinadas a não cair no vazio em 2017. Primeiro, foi Cavaco Silva a lançar “Quinta-feira e outros dias”, a primeira parte das suas memórias enquanto chefe de Estado, onde tece várias críticas ao ex-primeiro-ministro José Sócrates. Agora, foi a vez da segunda parte da biografia de Jorge Sampaio chegar às livrarias – e os efeitos colaterais foram parar a Santana Lopes, ao tempo em que este chefiou o Governo.

Santana Lopes não gostou de ler no livro que Sampaio estava “farto” dele. “Fartei-me do Santana como primeiro-ministro, estava a deixar o país à deriva –mas não foi uma decisão ad hominem. (...) Hoje faria o mesmo. De vez em quando é preciso dar voz ao povo – percebi qual era o sentimento do povo”, diz Sampaio, citado na sua própria biografia, da autoria de José Pedro Castanheira.

Em entrevista à Rádio Renascença, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa revela que vai escrever um livro para responder a este segundo volume da biografia de Jorge Sampaio. Mas adianta já uma das premissas que vai defender: o então Presidente dissolveu o Parlamento em 2004 para abrir caminho à eleição presidencial de Cavaco Silva. “Estou convencido que essa foi a principal razão”, afirma.

Santana revela que Sampaio “estava muito empenhado na eleição de Cavaco Silva” e chegou a conversar com ele sobre isso. Diz ainda à Renascença que “o sistema” o via como “muito distante de Cavaco Silva” e receava que com ele na liderança do PSD o partido não apoiasse Cavaco com convicção.