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Carlos Carvalhas: “Não é determinante deixar a moeda única para apoiar o atual Governo”

Ana Baião

Com Portugal fora do euro, a dívida ficaria mais barata porque seria paga numa “moeda desvalorizada”, defende o antigo secretário-geral do PCP

Para o PCP, sair do euro não é uma questão ideológica mas sim económica. “O euro é uma moeda quem não tem em conta a racionalidade económica, que nos cria dificuldades. É uma moeda muito simpática, é evidente, porque podemos ir aqui a Espanha e a França, e não temos de fazer câmbios. Mas é uma moeda muito cara. É uma moeda que nos obriga a ficar dependentes dos mercados, mesmo para pagamentos internos. Nós voltamos ao século XIX”, diz Carlos Carvalhas, antigo secretário-geral do PCP e atual membro do Comité Central dos comunistas, em entrevista à Antena 1 esta quinta-feira.

Passada uma semana desde que o Partido Comunista Português lançou uma campanha pela saída do euro, Carvalhas vem afastar possíveis pontos de conflito com o Executivo de António Costa – ou qualquer ideia de referendo. O comunista frisa que “não é determinante deixar a moeda única para apoiar o atual Governo”.

Com Portugal fora do euro, a dívida ficaria mais barata porque seria paga numa “moeda desvalorizada”, defende.

Carlos Carvalhas deixa ainda um primeiro guião do que faria caso o PCP estivesse no Governo e pretendesse levar àvante o plano para sair do euro. Começaria sempre por colocar a questão na União Europeia e no Banco Central Europeu, considerando que “não é tão esdrúxula assim uma vez que o BCE já fez estudos sobre as consequências da saída de um país”.

Quanto ao vínculo europeísta do PS, Carvalhas diz que “o tempo se encarregará de desvanecer as ilusões federalistas do PS”.